Foges de mim insolente e imaculado insulto que a boca condena e a garganta arranha com as unhas de minha mão pequena.
Será que foges pela noite como os dias te seguem durante a escuridão do teu fechar de olhos?
És assim, um mito sobre a vida errônea que demonstraste ter a mim, e que por outrora, dizes sentir o que jamais sentiu.
Engana-se eu com teus passos escuros, e teu olhos vermelhos com o arder da minha paixão. Será que sempre esse meu tolo que bate como as badaladas do sino da igreja da esquina será submetido a mais um dos seus escarros a minha impetulante alma, que por assim dizer insiste em parecer não sofrer com tais e absurdas tapas na face ?
Encarnado e dilacerado a mim que leva junto consigo a alma, devido a tanto pudor de tanto amor.
Encerado de raiva e poder que exerce sobre a minha matéria, esta que houve pureza antes de ti. Sim, só ela.
Ensina-me a vida mais uma de suas cruéis e obsoletas dissertações da vida como um bicho sobre a mesa pronto apenas para o bisturi ao peito.
Mais uma lição cuja prescrição foi exata.
A calma que ilumina a alma é dilacerante no meu caso, arranca as vísceras trazendo a realidade as coisas que me foram ditas a tempos, que eu com olhos entorpecidos não havia visto.
Obrigado fogo. Serei assim uma usurpadora de mim.
Ps.EU TE AMOOOOO!
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